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• Lema De Um Vencedor

“É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.”

(Theodore Roosevelt)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A QUESTÃO PALESTINA

Palestina (do original Filistina – “Terra dos Filisteus”) é o nome dado desde a Antigüidade à região do Oriente Próximo (impropriamente chamado de “Oriente Médio”), localizada ao sul do Líbano e a nordeste da Península do Sinai, entre o Mar Mediterrâneo e o vale do Rio Jordão. Trata-se da Canaã bíblica, que os judeus tradicionalistas preferem chamar de Sion.
A Palestina foi conquistada pelos hebreus ou israelitas (mais tarde também conhecidos como judeus) por volta de 1200 a.C., depois que aquele povo se retirou do Egito, onde vivera por alguns séculos.
Mas as sucessivas dominações estrangeiras, começadas com a tomada de Jerusalém (587 a.C.) por Nabucodonosor, rei da Babilônia, deram início a um progressivo processo de diáspora (dispersão) da população judaica, embora sua grande maioria ainda permanecesse na Palestina.
As duas rebeliões dos judeus contra o domínio romano (em 66-70 e 133-135 d.C.) tiveram resultados desastrosos. Ao debelar a primeira revolta, o general (mais tarde imperador) Tito arrasou o Templo de Jerusalém, do qual restou apenas o Muro das Lamentações. E o imperador Adriano, ao sufocar a segunda, intensificou a diáspora e proibiu os judeus de viver em Jerusalém.
A partir de então, os israelitas espalharam-se pelo Império Romano; alguns grupos emigraram para a Mesopotâmia e outros pontos do Oriente Médio, fora do poder de Roma.
A partir de então, a Palestina passou a ser habitada por populações helenísticas romanizadas; e, em 395, quando da divisão do Império Romano, tornou-se uma província do Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino).
Em 638, a região foi conquistada pelos árabes, no contexto da expansão do islamismo, e passou a fazer parte do mundo árabe, embora sua situação política oscilasse ao sabor das constantes lutas entre governos muçulmanos rivais.
Chegou até mesmo a constituir um Estado cristão fundado pelos cruzados (1099-1187). Finalmente, de 1517 a 1918, a Palestina foi incorporada ao imenso Império Otomano (ou Império Turco). Deve-se, a propósito, lembrar que os turcos, e embora muçulmanos, não pertencem à etnia árabe.
Em 1896, o escritor austríaco de origem judaica Theodor Herzl fundou o Movimento Sionista, que pregava a criação de um Estado judeu na antiga pátria dos hebreus.
Esse projeto, aprovado em um congresso israelita reunido em Genebra, teve ampla ressonância junto à comunidade judaica internacional e foi apoiado sobretudo pelo governo britânico (apoio oficializado em 1917, em plena Primeira Guerra Mundial, pela Declaração Balfour).
No início do século XX, já existiam na região pequenas comunidades israelitas, vivendo em meio à população predominantemente árabe. A partir de então, novos núcleos começaram a ser instalados, geralmente mediante compra de terras aos árabes palestinos.
Durante a Primeira Guerra Mundial, a Turquia lutou ao lado da Alemanha e, derrotada, viu-se privada de todas as suas possessões no mundo árabe. A Palestina passou então a ser administrada pela Grã-Bretanha, mediante mandato concedido pela Liga das Nações.
Depois de 1918, a imigração de judeus para a Palestina ganhou impulso, o que começou a gerar inquietação no seio da população árabe. A crescente hostilidade desta última levou os colonos judeus a criar uma organização paramilitar – a Haganah – a princípio voltada para a autodefesa e mais tarde também para operações de ataque contra os árabes.
Apesar do conteúdo da Declaração Balfour, favorável à criação de um Estado judeu, a Grã-Bretanha tentou frear o movimento imigratório para não descontentar os Estados muçulmanos do Oriente Médio, com quem mantinha proveitosas relações econômicas; mas viu-se confrontada pela pressão mundial da coletividade israelita e, dentro da própria Palestina, pela ação de organizações terroristas.
Após a Segunda Guerra Mundial, o fluxo de imigrantes judeus tornou-se irresistível. Em 1947, a Assembléia Geral da ONU decidiu dividir a Palestina em dois Estados independentes: um judeu e outro palestino. Mas tanto os palestinos como os Estados árabes vizinhos recusaram-se a acatar a partilha proposta pela ONU.
Em 14 de maio de 1948, foi proclamado o Estado de Israel, que se viu imediatamente atacado pelo Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano (1ª Guerra Árabe-Israelense). Os árabes foram derrotados e Israel passou a controlar 75% do território palestino. A partir daí, iniciou-se o êxodo dos palestinos para os países vizinhos. Atualmente, esses refugiados somam cerca de 3 milhões.
Os 25% restantes da Palestina, correspondentes à Faixa de Gaza e à Cisjordânia, ficaram sob ocupação respectivamente do Egito e da Jordânia. Note-se que a Cisjordânia incluía a parte oriental de Jerusalém, onde fica a Cidade Velha, de grande importância histórica e religiosa.

A QUESTÃO PALESTINA - Cronologia

1947 – A ONU aprova a partilha da Palestina em dois Estados – um judeu e outro árabe. Essa resolução é rejeitada pela Liga dos Estados Árabes.

1948 – Os Judeus proclamam o Estado de Israel, provocando a reação dos países árabes. Primeira Guerra Árabe-Israelense. Vitória de Israel sobre o Egito, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano e ampliação do território israelense em relação ao que fora estipulado pela ONU. Centenas de milhares de palestinos são expulsos para os países vizinhos. Como territórios palestinos restaram a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, ocupadas respectivamente por tropas egípcias e jordanianas.

1956 – Guerra entre Israel e o Egito. Embora vitoriosos militarmente, os israelenses retiraram-se da Faixa de Gaza e da parte da Península do Sinai que haviam ocupado.

1964 – Criação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), cuja pretensão inicial era destruir Israel e criar um Estado Árabe Palestino. Utilizando táticas terroristas e sofrendo pesadas retaliações israelenses, a OLP não alcançou seu objetivo e, com o decorrer do tempo, passou a admitir implicitamente a existência de Israel.

1967 – Guerra dos Seis Dias. Atacando fulminantemente em três frentes, os israelenses ocupam a Faixa de Gaza e a Cisjordânia (territórios habitados pelos palestinos) e tomam a Península do Sinai ao Egito, bem como as Colinas de Golan à Síria.

1970 – “Setembro Negro”. Desejando pôr fim às retaliações israelenses contra a Jordânia, de onde provinha a quase totalidade das incursões palestinas contra Israel, o rei Hussein ordena que suas tropas ataquem os refugiados palestinos. Centenas deles são massacrados e a maioria dos sobreviventes se transfere para o Líbano.

1973 – Guerra do Yom Kippur (“Dia do Perdão”). Aproveitando o feriado religioso judaico, Egito e Síria atacam Israel; são porém derrotados e os israelenses conservam em seu poder os territórios ocupados em 1967. Para pressionar os países ocidentais, no sentido de diminuir seu apoio a Israel, a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) provoca uma forte elevação nos preços do petróleo.

1977 – Pela primeira vez, desde a fundação de Israel, uma coalizão conservadora (o Bloco Likud) obtém maioria parla mentar. O novo primeiro-ministro, Menachem Begin, inicia o assentamento de colonos judeus nos territórios ocupados em 1967.

1979 – Acordo de Camp David. O Egito é o primeiro país árabe a reconhecer o Estado de Israel. Este, em contrapartida, devolve a Península do Sinai ao Egito (cláusula cumprida somente em 1982). Em 1981, militares egípcios contrários à paz com Israel assassinam o presidente Anwar Sadat.

1982 – Israel invade o Líbano (então em plena guerra civil entre cristãos e muçulmanos) e consegue expulsar a OLP do território libanês. Os israelenses chegam a ocupar Beirute,
capital do Líbano. Ocorrem massacres de refugiados palestinos pelas milícias cristãs libanesas, com a conivência dos israelenses.

1985 – As tropas israelenses recuam para o sul do Líbano, onde mantêm uma “zona de segurança” com pouco mais de 10 km de largura. Para combater a ocupação israelense, forma-se o Hezbollah (“Partido de Deus”), organização xiita libanesa apoiada pelo governo islâmico fundamentalista do Irã.

1987 – Começa em Gaza (e se estende à Cisjordânia) a Intifada (“Revolta Popular”) dos palestinos contra a ocupação israelense. Basicamente, a Intifada consiste em manisfestações diárias da população civil, que arremessa pedras contra os soldados israelenses. Estes freqüentemente revidam a bala, provocando mortes e prejudicando a imagem de Israel junto à opinião internacional. Resoluções da ONU a favor dos palestinos são sistematicamente ignoradas pelo governo israelense ou vetadas pelos Estados Unidos. A Intifada termina em 1992.

1993 – Com a mediação do presidente norte-americano Bill Clinton, Yasser Arafat, líder da OLP, e Yitzhak Rabin, primeiro-ministro de Israel, firmam em Washington um acordo prevendo a criação de uma Autoridade Nacional Palestina, com autonomia administrativa e policial em alguns pontos do território palestino. Prevê-se também a progressiva retirada das forças israelenses de Gaza e da Cisjordânia. Em troca, a OLP reconhece o direito de Israel à existência e renuncia formalmente ao terrorismo. Mas duas organizações extremistas palestinas (Hamas e Jihad Islâmica) opõem-se aos termos do acordo, assim como os judeus ultranacionalistas.

1994 – Arafat retorna à Palestina, depois de 27 anos de exílio, como chefe da Autoridade Nacional Palestina (eleições realizadas em 1996 o confirmam como presidente) e se instala em Jericó. Sua jurisdição abrange algumas localidades da Cisjordânia e a Faixa de Gaza – embora nesta última 4 000 colonos judeus permaneçam sob administração e proteção militar israelenses. O mesmo ocorre com os assentamentos na Cisjordânia. Na cidade de Hebron (120 000 habitantes palestinos), por exemplo, 600 colonos vivem com o apoio de tropas de Israel. Nesse mesmo ano, a Jordânia é o segundo país árabe a assinar um tratado de paz com os israelenses.

1995 – Acordo entre Israel e a OLP para conceder autonomia (mas não soberania) a toda a Palestina, em prazo ainda indeterminado. Em 4 de novembro, Rabin é assassinado por um extremista judeu.

1996 – É eleito primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, do Partido Likud (antes denominado Bloco Liked), que paralisa a retirada das tropas de ocupação dos territórios palestinos e intensifica os assentamentos de colonos judeus em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, em meio à população predominantemente árabe. O processo de pacificação da região entra em compasso de espera, ao mesmo tempo em que recrudescem os atentados terroristas palestinos. Em Israel, o primeiro-ministro (chefe do governo) é eleito pelo voto direto dos cidadãos.

1999 – Ehud Barak, do Partido Trabalhista (ao qual também pertencia Yitzhak Rabin), é eleito primeiro-ministro e retoma as negociações com Arafat, mas sem que se produzam resultados práticos.

2000 – Israel retira-se da “zona de segurança” no sul do Líbano. Enfraquecido politicamente, devido à falta de progresso no camiho da paz, e também devido às ações terroristas palestinas (não obstante as represálias israelenses), Barak renuncia ao cargo de primeiro-ministro. São convocadas novas eleições, nas quais ele se reapresenta como candidato. Mas o vencedor é o general da reserva Ariel Sharon, do Partido Likud, implacável inimigo dos palestinos. Pouco antes das eleições, começa nos territórios ocupados uma nova Intifada.

2001 – Agrava-se o ciclo de violência: manifestações contra a ocupação israelense, atentados suicidas palestinos e graves retaliações israelenses. Nesse contexto, Yasser Arafat, já septuagenário, parece incapaz de manter a autoridade sobre seus compatriotas ou de restabelecer algum tipo de diálogo com Israel, cujo governo por sua vez mantém uma inflexível posição de força.

A QUESTÃO PALESTINA - Balanço Atual

Até agora, Israel desocupou apenas sete cidades da Cisjordânia (uma oitava foi desocupada parcialmente), correspondentes a 3% do território cisjordaniano; deste, 24% encontram-se sob controle misto israelense-palestino e 74% permanecem inteiramente ocupados.
Em termos demográficos, 29% dos palestinos estão sob a jurisdição exclusiva da Autoridade Palestina. Quanto à Faixa de Gaza, cuja importância é consideravelmente menor, nela permanecem apenas as tropas israelenses que protegem os colonos judeus ali estabelecidos.
Os grandes obstáculos para a implementação do acordo firmado entre Yitzhak Rabin e Yasser Arafat são:
a) A oposição das facções extremistas, tanto palestinas como isralelenses.
b) A posição militarista e intransigente do governo Sharon.
c) O estatuto de Jerusalém Oriental, que os palestinos almejam transformar em sua capital mas que já foi incorporada oficialmente ao território israelense, dentro do conceito de que a cidade de Jerusalém “é a capital de Israel, una e indivisível”.
d) O problema dos 150 000 colonos existentes em Gaza e na Cisjordânia e que se recusam a deixar seus assentamentos.
e) A disputa pelos recursos hídricos do Rio Jordão, pois parte de seu curso (na fronteira entre a Jordânia e a Cisjordânia) ficaria fora do controle de Israel.
f) O território palestino simplesmente não tem como absorver os quase 3 milhões de refugiados que habitavam terras do atual Estado de Israel e que continuam a viver, na maior parte, em precários campos de refugiados espalhados pelo mundo árabe – notadamente no Líbano.

A Cidade Velha






































A disputada “Cidade Velha”, dentro de Jerusalém Oriental, conta com locais sagrados de três religiões.
Os principais são: o Muro das Lamentações, reverenciado pelos judeus como o único remanescente do grandioso Templo de Jerusalém; a Mesquita da Rocha (foto acima), erigida sobre um rochedo de onde, segundo a tradição islâmica, a alma de Maomé ascendeu ao Paraíso; por último, a Igreja do Santo Sepulcro, construída sobre o lugar onde Cristo teria sido sepultado e, de acordo com a crença cristã, ressuscitou no terceiro dia.

Por: Curso Objetivo

Desmistificando Maquiavel

Em O Príncipe, o pensador italiano promove uma ruptura com a política anterior por escrever sobre o Estado e o governo como realmente são, e não como deveriam ser
Mais de quatro séculos nos separam da época em que viveu Nicolau Maquiavel, autor de O Príncipe, uma das obras mais controvertidas de que se tem notícia e causa principal dos ataques endereçados ao pensador italiano.
Visto como um defensor da imoralidade política, seu nome virou sinônimo de tudo o que envolve falsidade e má-fé, a ponto de o adjetivo “maquiavélico” ser empregado hoje tanto no debate político quanto nas falas do dia-a-dia. Os estudos recentes sobre Maquiavel e sua obra, porém, admitem que as idéias do autor foram historicamente mal interpretadas. Segundo Bernardo Kestring, professor de Filosofia do Curso e Colégio Unificado, é necessário entender as circunstâncias históricas em que o livro foi escrito para melhor compreender a obra.
Maquiavel escreveu O Príncipe em 1513, período do Renascimento na Europa Ocidental. “A Idade Média, que tinha durado mil anos, da queda do Império Romano até o século 15, estava ficando de lado, porque novas forças políticas, idéias filosóficas e pesquisas científicas surgiam”, explica Kestring, lembrando que nessa época Copérnico afirma que o Sol, e não a Terra, é o centro do universo, descoberta que mudou a forma de se encarar o mundo.
“A Igreja sustentava que a Terra era o centro do universo e os homens seriam as pessoas que a governariam segundo desígnios divinos. Com o sistema heliocêntrico, vem junto uma nova interpretação do homem. Se Deus não determina, se nós não somos o centro, então nós temos um papel que vai além da obediência cega, sem questionamentos, aos dogmas da Igreja”, diz.
A essas condições vincula-se a situação especial da Itália, pátria do autor. Nessa época, a região estava dividida em ducados e principados, que sofriam, a todo instante, invasões de estados nacionais já constituídos. “Maquiavel percebia que, a exemplo da França e da Espanha, era possível a constituição de um governo central, de uma Itália e de uma Florença unificadas, e não mais divididas internamente e saqueadas por outros países que apresentavam condições estratégicas melhores”, afirma o professor.
Kestring lembra que foi oferecido por Maquiavel a Lorenzo de Medici, então governante de Florença, terra natal do autor e de onde o mesmo havia sido expulso.
O professor explica que o livro contém ensinamentos políticos sobre como um príncipe deve governar e que estratégias deve usar para manter o seu Estado. “Uma das teorias, a mais simplória, diz que essa obra é apenas uma estratégia política usada por Maquiavel para reaver o seu cargo político no governo de Florença. Por outro lado, várias teorias confluem para a idéia de que Maquiavel está mesmo preocupado com o futuro governo de Florença e sua unificação”, avalia.
Para alcançar esse fim, o pensador determina a ruptura entre a política e a ética, e transforma a primeira em um conjunto de técnicas de dominação e manipulação completamente desvinculadas de valores morais. “Um dos elementos fundamentais de O Príncipe é o caráter de conquista e manutenção do poder, ou seja, Maquiavel pretende demonstrar que a força é o principal elemento constitutivo do poder, e que o governante deve lançar mão dela para dar forma à lei e garantir a unidade da sociedade.
Outro aspecto importante no texto é a dimensão simbólica do poder. Aquele que governa deve fazê-lo, conforme Maquiavel, com apoio do povo, e por isso ele deve cultivar a boa imagem, ainda que seja mais aparência do que realidade”, explica.
Segundo o professor do Unificado, é preciso diferenciar os adjetivos “maquiavélico” e “maquiaveliano”. “Segundo Maquiavel, a moralidade cristã não deve ser a forma de agir da política, que tem outros meios, racionais. O autor defende, sim, o uso da violência, da mentira, da força e da morte, mas visando ao bem público.
Por isso, diz-se que o sujeito é maquiavélico quando ele usa da violência ou da mentira. Já o maquiaveliano usa essas estratégias para uma finalidade que nunca é o bem particular”, compara. Kestring sugere que os vestibulandos leiam textos de estudiosos de Maquiavel, como os italianos Norberto Bobbio, Antonio Gramsci e Alessandro Pinzani, e o brasileiro Newton Bignotto, para evitar equívocos na interpretação da obra.

Por: Marcela Campos - Gazeta do Povo

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Atenção!!! - Lula Sanciona Reforma Ortográfica.

Novas Regras Passam A Valer A Partir De 2009.
Confira o que muda na língua escrita.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (29) o decreto que estabelece a reforma ortográfica. As mudanças na escrita começam a valer a partir de 1º de janeiro de 2009. A solenidade ocorreu na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro.
A reforma da ortografia pretende unificar o registro escrito nos oito países que falam português - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.
De 2009 até 31 de dezembro de 2012, ou seja, durante quatro anos, o país terá um período de transição, no qual ficam valendo tanto a ortografia atual quanto as novas regras. Assim, concursos e vestibulares deverão aceitar as duas formas de escrita – a atual e a nova.
Nos livros escolares, a incorporação das mudanças será obrigatória a partir de 2010. Em 2009, podem circular livros tanto na atual quanto na nova ortografia.
- O Que Muda Na Escrita:
De acordo com especialistas, 0,45% das palavras brasileiras sofrerão alterações, ao passo que em Portugal haverá mudanças em 1,6% dos vocábulos. As regras que mudam são as seguintes:
- Novas letras: há a incorporação do "k", do "w" e do "y" ao alfabeto. O número de letras passa de 23 para 26.
- Trema: deixa de existir. A grafia passa a ser: linguiça e frequente.
- Acentos diferenciais: serão suprimidos acentos como o de “pára”, do verbo parar.
- Acentos agudos de ditongos: somem os acentos de palavras como “idéia”, que vira “ideia”.
- Acento circunflexo – somem os acentos de “vôo” ou de “crêem”.
- Hífen: palavras começadas por “r” ou “s” não levarão mais hífen, como em anti-semita (ficará “antissemita”) ou em contra-regra (ficará contrarregra).
- Pontos Em Aberto:
O acordo não define todos os usos de hífens, por exemplo. Assim, palavras como pé-de-cabra, ainda não têm o rumo certo e dependem da elaboração de um vocabulário pela Academia Brasileira de Letras e pelos órgãos dos outros sete países signatários.
- História Do Acordo:
O acordo ortográfico da língua portuguesa foi assinado em Lisboa em 1990 e deveria ter entrado em vigor em 1994, o que não se concretizou. Em 1998, foi assinado em Cabo Verde um protocolo que modificava a data de vigência, que foi ratificado em 2002.
Sem que as mudanças se aplicassem, em 2004 foi assinado um novo protocolo modificativo, que previa a adesão do Timor Leste, independente desde 2002. Este novo protocolo previa que as mudanças na ortografia entrariam em vigor a partir da assinatura de três países.
O acordo ortográfico já foi ratificado por Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal, e, portanto, pode entrar em vigor. O processo de implementação em cada país pode variar.
Em Portugal, o acordo foi aprovado em maio e a nova ortografia deverá ser obrigatória dentro de seis anos.

Para maiores informações: Globo.com

domingo, 28 de setembro de 2008

Cuidado Com A Setembrite!

Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), realizada por Maria Cândida Camargo Rolim, revelou que, entre os vestibulandos, o período de um maior estresse é o mês de setembro (que alguns chegam a chamar de “setembrite”). Nessa época, além deles se inscreverem em vários vestibulares, as provas se aproximam - a Fuvest acontece em menos de dois meses. Esse é o momento em que a realidade se torna evidente.
Até então a sensação era de que havia tempo. Agora não. As dúvidas quanto à escolha têm de ser enfrentadas. E aquele “vou deixar para estudar depois” está com os dias contados. O que fazer? Quanto à escolha não tem jeito. Espera-se que os jovens já tenham amadurecido uma decisão. Caso contrário, provavelmente precisam de mais tempo.
Mas sobre o estudo, o melhor é não se desesperar. Não adianta tomar atitudes do tipo estudar 18 horas por dia para rever (ou para ver pela primeira vez) toda a matéria. O que vão conseguir é uma bela estafa e um resultado muito ruim no vestibular. Até porque, ao se impor algo impossível, o estudante vai se angustiar mais e acaba não conseguindo estudar nada. O tempo que poderia aproveitar ficará perdido.
Para aqueles que se prepararam minimamente, é importante confiar no que estudaram. O melhor é dirigir esforços para as partes das matérias que tiveram mais dificuldades e vale a pena tirar dúvidas com professor ou colega. Não adianta chover no molhado e estudar coisas já conhecidas.

Tempo de estudo

As horas seguidas de estudo variam conforme a pessoa. Por isso, cada um deve fazer seu esquema. Alguns agüentam quatro horas direto sobre os livros; outros, com mais dificuldade em se concentrar, suportam uma hora e meia ou duas. Se for para aproveitar o tempo estudando e aprendendo para valer, não importa a quantidade de horas.
Também é necessário fazer intervalos para relaxar, com atividades que podem ser assistir a um programa na TV, fazer um lanche gostoso ou dar uma caminhada. Isso, além da auxiliar no descanso (fundamental para o aprendizado), funciona como recompensa.
Divertir-se também faz parte do pacote. Os finais de semana devem ser aproveitados para estudar moderadamente. Sair com os amigos ou ir ao cinema podem funcionar positivamente. Quem sabe a convivência propicie conversas sobre os temores da reta final e um possa ajudar o outro. Mas sem exageros, porque dormir bem é essencial.
Na hora da prova os estudantes devem confiar em todo o trabalho que tiveram e vale saber que uma dose de ansiedade é positiva: ela nos prepara para a ação mais cuidadosa.
A idéia é aproveitar a reta final produtivamente, o que inclui a ansiedade que acompanha todo grande momento. Confiem em si próprios e tomem cuidado para não serem contaminados pela “setembrite”. E boa sorte!
(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Dicas De Geografia - A Reorganização Da Economia Mundial

Entendendo O Mundo Bipolar
Para entender a reorganização da economia mundial atual é necessário que tenhamos uma visão da reorganização do mundo capitalista, e a estrutura do poder geopolítico após duas grandes guerras mundiais.












Europa No Domínio da Geopolítica Mundial

Antes da Primeira Guerra, cinco grandes potências influenciavam os rumos das demais nações do mundo: Reino Unido, França, Alemanha, Império Austro-Húngaro e Rússia. Nesta época Estados Unidos e Japão eram, então, potências emergentes. Portanto nestas condições a Europa era quem possuía o domínio da economia e da geopolítica mundial. Porém este quadro começou a ser alterado a partir da Primeira Guerra Mundial(1914-1918) e foi totalmente alterado após a Segunda Guerra mundial(1939-1945).

1945 - Fim do Domínio Europeu
O ano de 1945 marca o fim da Segunda Guerra Mundial e uma Europa arrasada pela guerra, os vencedores surgem no cenário mundial como as novas forças de domínio econômico e geopolítico, Estados Unidos da América, de uma lado, representando o capitalismo, e do outro lado, a União Soviética representando o socialismo.

O Mundo Bipolar - Capitalismo versus Socialismo
O mundo passou a ser dividido em esferas de influência dessas duas superpotências iniciando um período de polarização entre os dois blocos, com uma série de conflitos entre países do bloco socialista, alinhados à União Soviética e os países do bloco capitalista aliados aos Estados Unidos. Durante 44 anos de um período histórico conhecido como guerra fria, os países da Europa Oriental integrantes do bloco socialista deram sustentação à política internacional da União Soviética.
45 anos depois - A Decadência da URSS
IMAGEM Em 1985, a URSS alcança o ápice de sua crise social, econômica e política. Com a ascensão de Mikhail Gorbatchev, ao poder, a União Soviética inicia uma fase de transição rumo a uma nova ordem política, ao modelo de economia de mercado (capitalista) e a uma nova orientação nas relações internacionais. O mundo conheceu então as expressões glasnost e perestroika, dois conceitos que lançaram as bases daquilo que se convencionou chamar de Nova Ordem Mundial.

Glasnost e Perestróika e a Extinção da URSS
Para tentar solucionar essa crise Mikhail Gorbatchev elaborou um importante projeto de reformas políticas (Glasnost) e econômicas (Perestroika). A Glasnost e a PerestróiKa dão mais um impulso para o fim do socialismo na Europa Oriental .

A queda do Muro de Berlim (1989) marcaram o fim da Guerra Fria e anunciou o esfacelamento da União Soviética que, em 1991, perdeu Lituânia, Letônia e Estônia, responsáveis por 70% de sua população total. A dissolução oficial da União Soviética, foi oficializada pelo acordo de Minsk, firmado pelos chefes de Estado da Bielorússia, da Federação Russa e da Ucrânia em 8 de dezembro de 1991. As repúblicas que formavam a ex-União Soviética, junto com a atual Federação Russa, transformam-se na Comunidade dos Estados Independentes (CEI).

A Nova Ordem Mundial - Multipolar
Com o fim da URSS, restou apenas uma única superpotência, os Estados Unidos, fato que levou o mundo a uma busca por uma nova configuração pelo domínio geopolítico, pois a disputa pela hegemonia deixa de ser pelo poder político-militar e passa diretamente a concorrência comercial, efeito que leva as nações se reorganizarem em blocos regionais, dando origem a nova ordem mundial, onde países unem esforços para reduzir obstáculos econõmicos e políticos, ampliando suas fronteiras, resultando no surgimento de gigantes econõmicos como a UE - União Européia e o Nafta - Acordo de Livre Comércio da América do Norte.

A Hegemonia Norte Americana
Apesar da multipolarização da economia mundial, e a diluição do poder, os EUA ainda mantém a hegemonia, considerando-se que responde por 20% da produção mundial, tem sob seu domínio as principais instituições internacionais que gerenciam econômica e politicamente o planeta, como o, FMI-Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial, ONU-Organização das Naçoes Unidas, OMC-Organização Mundial do Comércio. Marca a presença de seus militares em todos os continentes, estabeleceram bases militares no Paquistão, Geórgia, Filipinas, e em países da Ásia Central como Quirguistão, Uzbequistão, e Tadjiquistão. Somente na Europa conta com um efetivo de 70 mil homens e ações militares em curso no Afeganistão e Iraque.

Por: Professor Silvio Araujo de Sousa


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dicas De História - Nazismo

Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha foi palco de uma revolução democrática que se instaurou no país. A primeira grande dificuldade da jovem república foi ter que assinar, em 1919, o Tratado de Versalhes que, impunha pesadas obrigações à Alemanha.

À medida que os conflitos sociais foram se intensificando, surgiram no cenário político-alemão partidos ultranacionalistas, radicalmente contrários ao socialismo. Curiosamente, um desses partidos chamava-se Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) e era liderado por um ex-cabo de nome Adolf Hitler. As eleições presidenciais de 1925 foram vencidas pelo velho Von Hindenburg que, com a ajuda do capital estrangeiro, especialmente norte-americano, conseguiu com que a economia do país voltasse a crescer lentamente. Esse crescimento, porém, perdurou somente até 1929.

Foi quando a crise econômica atingiu com tal força a Alemanha, que, em 1932, já havia no país mais de 6 milhões de desempregados. Nesse contexto de crise, os milhões de desempregados, bem como muitos integrantes dos grupos dominantes, passaram a acreditar nas promessas de Hitler de transformar a Alemanha num país rico e poderoso. Assim, nas eleições parlamentares de 1932, o Partido Nazista conseguiu obter 38% dos votos (230 deputados), mais do que qualquer outro partido.

Valendo-se disso, os nazistas passaram a pressionar o presidente e este concedeu a Hitler o cargo de chanceler (chefe do governo). No poder, Hitler conseguiu rapidamente que o Parlamento aprovasse uma lei que lhe permitia governar sem dar satisfação de seus atos a ninguém. Em seguida, com base nessa lei, ordenou a dissolução de todos os partidos, com exceção do Partido Nazista. Em agosto de 1934, morreu Hindenburg e Hitler passou a ser o presidente da Alemanha, com o título de Führer (guia, condutor).

Fortalecido, o Führer lançou mão de uma propaganda sedutora e de violência policial para implantar a mais cruel ditadura que a humanidade já conhecera. A propaganda era dirigida por Joseph Goebbles, doutor em Humanidades e responsável pelo Ministério da Educação do Povo e da Propaganda. Esse órgão era encarregado de manter um rígido controle sobre os meios de comunicação, escolas e universidades e de produzir discursos, hinos, símbolos, saudações e palavras de ordem nazista. Já a violência policial esteve sob o comando de Heinrich Himmler, um racista extremado que se utilizava da SS (tropas de elite), das SA (tropas de choque) e da Gestapo (polícia secreta de Estado) para prender, torturar e eliminar os inimigos do nazismo.

No plano econômico, o governo hitlerista estimulou o crescimento da agricultura, da indústria de base e, sobretudo, da indústria bélica. Com isso, o desemprego diminuiu, o regime ganhou novos adeptos e a Alemanha voltou a se equipar novamente, ignorando os termos do Tratado de Versalhes.

Para encontrar mais artigos sobre o Nazismo acesse o site: brasilescola

Bons estudos .... Abraços Prof. Kaneko

domingo, 21 de setembro de 2008

Química Ambiental

A Química Ambiental estuda os processos químicos que acontecem na natureza, sejam eles naturais ou causados pelo homem, e que comprometem não só a saúde humana, mas de todo planeta.
A Química Ambiental teve sua origem na Química Clássica e se tornou uma ciência interdisciplinar por envolver outras matérias como: Biologia, Ecologia, Geologia.
Essa parte da química estuda as mudanças que ocorrem no meio ambiente, mais precisamente, os processos químicos que envolvem essas mudanças e que causam sérios danos à humanidade.

ARTIGO DE QUÍMICA AMBIENTAL - Camada De Ozônio:

É um revestimento de ozônio que envolve a Terra e protege de vários tipos de radiação. O aumento do uso do CFC, que é o gás mais prejudicial à camada, causa sua destruição, já que quebra as moléculas de ozônio. Há alguns anos foi descoberto um buraco sobre a Antártida que tem 31 milhões de quilômetros quadrados.

- Como o CFC prejudica o ozônio?
As moléculas chegam a estratosfera e são expostas a uma grande quantidade de raios ultravioleta. O átomo de Cloro se desprende e rompe o O3 formando ClO e O2. Depois o cloro se desprende do oxigênio e passa a destruir o ozônio.- Como é destruída a camada de ozônio?
O ozônio é um gás que possui fórmula molecular O3, e em função de sua característica química doa facilmente moléculas de oxigênio para espécies de radicais livres como o nitrogênio, hidrogênio, bromo e cloro. O revestimento de ozônio que envolve a Terra e a protege de vários tipos de radiação é conhecido como camada de ozônio.
Quando os raios U.V (raios ultravioleta) incidem sobre uma molécula de ozônio, ocorre uma liberação de energia responsável por romper as ligações entre os átomos, nesse momento é liberada uma molécula de O2 e um átomo de oxigênio livre. Veja a equação que representa esse processo:

O3 (g) + hν → O• + O2 (g)

Repare que o produto desta reação é uma molécula de O2 e o oxigênio livre que vai se ligar aos radicais: nitrogênio, hidrogênio, bromo ou cloro. Esses radicais ocorrem naturalmente na estratosfera, por outro lado existem os CFC’s (clorofluorcarbonetos) que são produzidos pelo homem através da poluição.
Os CFC’s contribuem para a destruição da camada de ozônio, eles atravessam as camadas mais baixas da atmosfera e se acumulam nas camadas superiores da estratosfera, a radiação U.V. ocasiona a fotodecomposição das moléculas de CFC’s e estas liberam o cloro que é um catalisador da destruição de ozônio. Um átomo de cloro pode destruir até cem mil moléculas de ozônio.
Mas exatamente de onde vêm os CFC’s? São gases usados nos sistemas de refrigeração, são encontrados em solventes, espumas plásticas, embalagens de aerossóis (sprays) e muitos outros. Estes gases só se tornam perigosos quando atingem a estratosfera, ou seja, são inofensivos ao serem usados porque não reagem espontaneamente.
Os CFC’s presentes na atmosfera terrestre não são levados pela chuva, porque são muito estáveis e é justamente essa propriedade que os tornam tão perigosos: eles atravessam a atmosfera intactos, acumulando-se na estratosfera onde são responsáveis pela destruição da camada de ozônio.

- Quais são as possíveis conseqüências da destruição da camada de ozônio?
O Sol é uma dádiva que nos ilumina todas as manhãs trazendo calor e energia, mas esse astro também emite energia fora da faixa que denominamos luz visível, ou seja, não é percebida por nossos olhos. A faixa acima da luz visível é denominada infravermelha e a faixa abaixo dela é a ultravioleta.
As irradiações com comprimentos de ondas menores contêm mais energia concentrada, sendo, portanto, muito mais fortes, essas irradiações correspondem aos raios ultravioleta que são prejudiciais à nossa saúde.
Mas a natureza em sua perfeição protege o planeta Terra com um escudo contra a irradiação ultravioleta, ou melhor, protegia. A camada de ozônio é responsável por absorver grande parte da irradiação prejudicial antes que essa chegue ao solo, mas infelizmente a camada está sendo destruída por poluentes como os CFC’s (clorofluorcarbonetos).
Os raios ultravioleta (UV-B), com comprimento de onda entre 290 a 320 nanômetros, são mais nocivos ao homem, são denominados de radiação biologicamente ativa. A maior parte dessa radiação é absorvida pela camada de ozônio, mas uma pequena porção que chega à superfície já é suficiente para causar danos à saúde humana.
Se uma pessoa se expuser à radiação UV-B por períodos mais prolongados, poderá notar o aparecimento de queimaduras solares na pele que podem ocasionar o câncer de pele. A Agência Norte Americana de Proteção Ambiental estima que 1% de redução da camada de ozônio provoca um aumento de 5% no número de pessoas que contraem câncer de pele. Um estudo realizado no Brasil e nos Estados Unidos mostrou que uma redução de 1% da camada de ozônio provocou o crescimento de 2,5% da incidência de melanomas.Assim, com a destruição da camada de ozônio teremos:
• O aumento da incidência do câncer de pele, devido à ação dos raios ultravioleta;
• A ocorrência do efeito estufa, o que causa um aumento na temperatura do planeta;
• O descongelando das geleiras polares que estão causando um aumento no nível das águas nos oceanos.

Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

Para maiore sinformações: Brasil Escola

Orientação Profissional - Testes

Caro aluno(a), os testes abaixo não têm validade científica; eles são apenas um instrumento de autoconhecimento e identificação de habilidades e áreas de interesse para ajudá-los a refletir melhor sobre sua escolha profissional. Sendo assim, você não deve tomá-los como verdade absoluta, e sim como um parâmetro a mais que deve ser inserido em todo um contexto de fatos que irão fazer com que você possa tomar a sua decisão de forma correta.

- Conheça a si mesmo
O teste a seguir pode ajudá-lo a identificar sua personalidade, um conhecimento fundamental para a escolha da profissão.

- Pare, pense e descubra-se
Ao responder este teste, você poderá identificar suas principais áreas de interesse e conhecer algumas profissões que combinam com o seu perfil.

- O que você quer da vida
Identificar seus valores é o primeiro passo em direção à carreira certa.

- Descubra seus interesses
Este teste ajuda você a identificar suas áreas de interesse. Sem pensar nos motivos de sua escolha, marque as frases que mais chamam sua atenção.

- Conheça seu potencial
Junte suas habilidades e seus interesses e saiba que profissões pedem um perfil como o que você tem.

- Quem sou eu?
Sua personalidade é resultado da combinação de oito tipos básicos de temperamento. Este teste ajuda você a se conhecer melhor e indica quais as profissões que mais combinam com seu jeito.

- No caminho certo
Descubra quais as profissões que mais combinam com o seu estilo de vida e interesses pessoais.

Fonte: Revista Guia Do Estudante

sábado, 20 de setembro de 2008

Saiba Mais ... ProUni e FIES

O ProUni - Programa Universidade para Todos tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais a estudantes de cursos de graduação e seqüenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior. Criado pelo Governo Federal em 2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, em 13 de janeiro de 2005, ele oferece, em contrapartida, isenção de alguns tributos àquelas instituições de ensino que aderem ao Programa.

Dirigido aos estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais, com renda per capita familiar máxima de três salários mínimos, o ProUni conta com um sistema de seleção informatizado e impessoal, que confere transparência e segurança ao processo. Os candidatos são selecionados pelas notas obtidas no ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio conjugando-se, desse modo, inclusão à qualidade e mérito dos estudantes com melhores desempenhos acadêmicos.

O ProUni oferece também ações conjuntas de incentivo à permanência dos estudantes nas instituições, como a Bolsa Permanência, o convênio de estágio MEC/CAIXA e o FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior, que possibilita ao bolsista parcial financiar até 100% da mensalidade não coberta pela bolsa do programa.

O ProUni já atendeu, desde sua criação até o processo seletivo do primeiro semestre de 2008, cerca de 385 mil estudantes, sendo 270 mil com bolsas integrais.
Desde 2007, o ProUni - e sua articulação com o FIES - é uma das ações integrantes do Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE.

Assim, o Programa Universidade para Todos, somado à expansão das Universidades Federais e ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais - REUNI, ampliam significativamente o número de vagas na educação superior, contribuindo para o cumprimento de uma das metas do Plano Nacional de Educação, que prevê a oferta de educação superior até 2011 para, pelo menos, 30% dos jovens de 18 a 24 anos.

Fonte: Ministério Da Educação - ProUni

O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior - FIES é um programa do Ministério da Educação - MEC destinado a financiar a graduação no Ensino Superior de estudantes que não têm condições de arcar integralmente com os custos de sua formação. Para candidatar-se ao FIES, os alunos devem estar regularmente matriculados em instituições não gratuitas, cadastradas no Programa e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.

O FIES é operacionalizado pela Caixa Econômica Federal, e atualmente é um dos Programas de Governo que mais utiliza sistemas informatizados. Todas as operações do processo seletivo, iniciando-se pela adesão das instituições de ensino, passando pela inscrição dos estudantes e divulgação dos resultados e entrevistas, são realizados pela Internet. Isso resulta em comodidade e facilidade para todos os seus participantes, além de garantir a confiabilidade necessária a todo o processo.

Os critérios de seleção, impessoais e objetivos, trazem transparência ao Programa, que tem como premissa atender aos estudantes com efetividade, destinando e distribuindo os recursos de forma justa e impessoal, garantindo a prioridade no atendimento aos estudantes de situação econômica menos privilegiada.

Esta iniciativa do Governo Brasileiro é mais um passo importante para a democratização do acesso à educação de qualidade, a fim de propiciar ao maior número possível de estudantes a permanência e a conclusão do ensino superior.

Fonte: Ministério Da Educação - FIES

Caro aluno, para maiores informações entre diretamente no site do MEC. Abraços Prof. Kaneko

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Dicas De Biologia

  • CÉLULA - A Unidade Da Vida
É a menor unidade estrutural básica do ser vivo. É descoberta em 1667 pelo inglês Robert Hooke, que observa uma célula de cortiça (tecido vegetal morto) usando o microscópio. A partir daí, as técnicas de observação microscópicas avançam em função de novas técnicas e aparelhos mais possantes. O uso de corantes, por exemplo, permite a identificação do núcleo celular e dos cromossomos, suportes materiais do gene (unidade genética que determina as características de um indivíduo). Pouco depois, comprova-se que todas as células de um mesmo organismo têm o mesmo número de cromossomos. Este número é característico de cada espécie animal ou vegetal e responsável pela transmissão dos caracteres hereditários. O corpo humano tem cerca de 100 trilhões de células.
  • CÉLULA ANIMAL


•Membrana: Formada por uma dupla camada de fosfolipídios, bem como por proteínas espaçadas e que podem atravessar de um lado a outro da membrana. Algumas proteínas estão associadas a glicídios, formando as glicoproteínas. Controla a entrada e a saída de substâncias.


•Fosfolipídios - fosfato (PO4-3) associado a lipídios(gorduras). São os principais componentes das membranas celulares. A região do fosfato("cabeça") se encontra eletricamente carregada (região polar) enquanto que as duas cadeias de ácidos graxos(pertencentes ao lipídio)não apresentam carga elétrica (região apolar).

•Glicoproteínas: associação de proteínas com glicídios (açúcares) presentes nas células animais em geral. Os glicídios recobrem as células como "pêlos" protegendo-as contra agressões do meio ambiente e retendo substâncias, como nutrientes e enzimas, constituindo o glicocálix.

•Retículo endoplasmático (RE): atua como transportador de substâncias. Há duas formas: O R.E. liso, onde há a produção de lipídios, e o R.E. rugoso, onde se encontram aderidos a sua superfície externa os ribossomos, sendo local de produção de proteínas, as quais serão transportadas internamente para o Complexo de Golgi.


•Mitocôndria: Organela formada por duas membranas lipoprotéicas. Dentro delas se realiza o processo de extração de energia dos alimentos que será armazenada em moléculas de ATP (adenosina trifosfato). É o ATP que fornece energia necessária para as reações químicas celulares.


Lisossomo: estrutura que apresenta enzimas digestivas capazes de digerir um grande número de produtos orgânicos. Realiza a digestão intracelular. É importante nos glóbulos brancos e de modo geral para a célula já que digere as partes desta (autofagia) que serão substituídas por outras mais novas, o que ocorre com freqüência em nossas células.


Complexo de Golgi: são bolsas membranosas e achatadas, que podem armazenar e transformar substâncias que chegam via retículo endoplasmático; podem também eliminar substâncias produzidas pela célula, mas que irão atuar fora dela (enzimas por exemplo). Produzem ainda os lisossomos.


Centríolos: São estruturas cilíndricas, geralmente encontradas aos pares. Dão origem a cílios e flagelos (menos os das bactérias), estando também relacionados com a formação do fuso acromático.

  • CÉLULA VEGETAL


Cloroplasto: organela formada por duas membranas e por estruturas discóidais internas. É a sede da fotossíntese, pois contém moléculas de clorofila que capturam a energia solar e produzem moléculas como glicose que poderá ser utilizada pelas mitocôndrias para a geração de ATP.

Parede celulósica: constituída por celulose (polissacarídio) e também por glicoproteínas (açúcar + proteína), hemicelulose (união de certos açúcares com 5 carbonos) e pectina (polissacarídio). A celulose forma fibras, enquanto as outras constituem uma espécie de cimento; juntas formam uma estrutura muito resistente.

Vacúolo: Estrutura derivada do retículo endoplasmático que pode conter líquidos e pigmentos, além de diversas outras substância.

Fonte: www.universitario.com.br

domingo, 14 de setembro de 2008

Super Dica: Provas Resolvidas e TV Web

Um dos sites mais interessantes para alunos que estão se preparando para o vestibular, é o do Curso Anglo, que reúne os mais diversos tipos de orientações, guia de carreiras, profissões, calendário dos vestibulares, os melhores cursos e ainda, provas resolvidas das mais diversas instituições de ensino superior do nosso País (Fuvest, Unicamp, ITA, Puc e etc..). E ainda conta com a TV Web com aulas agendadas de várias disciplinas. Vale apena conferir e aproveitar esse espaço que está a disposição de todos que querem vencer a tão árdua "batalha" do vestibular.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Dicas De Estudo.

PREPARAÇÃO PARA AS PROVAS EXIGE DISCIPLINA SEM ABRIR MÃO DO LAZER

Universitários contam suas rotinas de estudos e dizem que é preciso encontrar formas de se organizar para passar no vestibular

Celso Tutiya, 21, dedicou três horas do seu dia além das aulas no colégio para estudar para o vestibular. Mathias da Silveira Theodoro, 21, estudou cerca de quatro horas a mais. Lucas Evilácio Silva Siqueira, 18, destinou uma hora além da escola para debruçar-se sobre os livros. Janaína Rabelo Cunha Ferreira de Almeida, 21, reservou três horas do dia para os estudos. Rafael Cappellano Brejão, 19, estudou quatro horas a mais por dia durante um ano. Resultado: todos foram aprovados nos cursos que queriam em universidades públicas.

Com rotinas de estudos semelhantes, os cinco universitários são unânimes em afirmar que preparar-se para as provas do vestibular requer disciplina e organização, mas não significa abrir mão da vida social, dos amigos e do lazer.

“Eu fazia cursinho de manhã e estudava mais três horas além das aulas. Não tinha uma rotina determinada, estudava de acordo com o que eu tinha vontade. Peguei firme no começo do ano para não deixar acumular. Não vale a pena o desgaste”, disse Celso, 1º colocado no curso de medicina da USP.

Mesmo estudando tantas horas por dia, Celso não abriu mão de sair com os amigos pelo menos uma vez por semana. “Fazia questão de ter um tempo livre para mim. Na véspera da prova eu estava supertranqüilo. Tinha certeza que tinha estudado o suficiente”, contou.

Aluno do curso de direito da USP, Mathias também procurou manter a vida social normalmente. Os finais de semana eram reservados para os amigos. “Eu me organizava durante a semana. Tinha em mente que a preparação tinha de ser bem feita e, por isso, eu estudava as matérias que tinha mais dificuldade com mais intensidade e fazia uma manutenção das outras. Dosagem é a palavra-chave”, disse.

Mathias reconhece que estudar para o vestibular às vezes causa frustração e desânimo, mas afirma que é preciso ter força de vontade. “É importante que o vestibulando saiba que se ele se planejar e estudar com disciplina ao longo do ano, ele estará preparado para a prova”, disse.

Lucas, que é aluno de engenharia na Poli/USP, disse que o candidato não precisa deixar de fazer as coisas que gosta para estudar para o vestibular. “A única coisa que eu deixei de fazer foi a minha aula de música porque não dava tempo. Mas isso foi apenas adiado, posso voltar a fazer a qualquer momento. Eu namorava e estudava para o vestibular, por exemplo. E isso nunca me atrapalhou”, disse.

Lucas não fez cursinho e afirmou que ter disciplina nos estudos é fundamental. “Se o aluno estudar o básico todos os dias sem abrir mão do que gosta, com certeza ele consegue ser aprovado.”

Aluna do curso de letras da Universidade Federal de Minas Gerais, Janaína também foi aprovada sem fazer cursinho. Com dificuldades em química, dedicava uma hora por dia para estudar essa disciplina e distribuía as demais nas horas que sobravam. “Fiz isso durante o ano todo. Só em setembro é que eu fiz um curso específico de redação porque isso era fundamental para ser aprovada no curso de letras”, disse.

Janaína disse que “manteve uma vida relativamente normal”. “Eu namorava, saía à noite e praticava esportes. Não vale a pena pirar por causa do cansaço. O segredo é saber dosar as coisas”, afirmou.

Já Rafael conquistou uma vaga no curso de direito da Unesp, em Franca, estudando todas as tardes em uma biblioteca. “Escolhi um lugar mais tranqüilo, onde eu teria certeza que não perderia a concentração e nem seria incomodado. Se a gente estuda em casa encontra motivos para ir à internet, para assistir televisão, para dormir”, disse.

O segredo para passar no vestibular, disse Rafael, foi a organização do tempo. “Não deixei de sair de casa por causa do vestibular, mas parei de tocar guitarra com meus amigos. Mas eu sabia que isso seria passageiro, era uma questão de prioridade. Hoje estou cursando a faculdade que eu queria e voltei a tocar guitarra”, contou.

Fonte: www.globo.com

Dicas De Estudo.

QUANDO BATER O CANSAÇO, É MELHOR FECHAR O LIVRO

Segundo especialistas, não adianta tentar manter-se acordado à força, pois a fadiga do corpo prejudica o processo de aprendizagem

Se no meio do capítulo de história, ou na resolução daquele complicado problema de matemática, o estudante esfrega os olhos, sente sono ou até mesmo cochila, é melhor fechar o livro e ir dormir.

Não adianta tomar café, coca-cola, estimulantes, ou lavar o rosto. Segundo especialistas, o sono não vai passar com essas medidas paliativas. De acordo com a pedagoga Maria Angela Carneiro, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o cansaço e o sono atrapalham o processo de aprendizagem. “Tomar estimulante também não é indicado, pode fazer mal à saúde”, diz a pedagoga.

Algo que também é comum acontecer em meio ao estudo é a atenção se desviar para outras coisas. Você está lendo uma apostila de geografia, mas o pensamento está sintonizado no filme que vai passar hoje à noite na televisão.

“Quando isso acontece, é melhor parar um pouco, descansar e só depois voltar a estudar com a atenção totalmente voltada para a matéria”, orienta Maria Irene Maluf, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

Fonte: www.globo.com

Dicas De Estudo.

ESTUDANTE DEVE SER DISCIPLINADO E MUITO ORGANIZADO
A preparação para o vestibular exige rigidez de horários e cumprimento de metas, mas alunos não devem abandonar o lazer

Saber organizar bem o tempo e o conteúdo a ser estudado é fundamental para o candidato se dar bem no vestibular. “Cada aluno tem que ser um executivo: disciplinado, rigoroso, perseverante e atento a horários”, indica Maria Irene Maluf, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

Segundo pedagogos e professores de cursinho, prestar atenção às aulas, estudar em um ambiente tranqüilo e manter a concentração no momento da leitura ajudam no processo da aprendizagem e memorização do conteúdo. Tentar fazer associações com elementos do cotidiano e outros temas estudados também são estratégias para fixar bem o assunto.

De acordo com a pedagoga Maria Angela Carneiro, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), não há uma fórmula mágica de como estudar. “Cada pessoa deve identificar a maneira que aprende melhor e aplicar isso no seu cotidiano”, afirma. “Tem gente que prefere fazer resumos, outros gostam de grifar o que estão lendo ou até mesmo falar em voz alta”, acrescenta. Segundo ela, estudar sentado, deitado, ouvindo música ou no silêncio também depende do jeito de cada um.

Para professores de cursinhos, a melhor forma de aprender é fazer exercícios e responder provas de vestibulares passados, assim o candidato testa seu conhecimento e se familiariza com o tipo de questão que pode cair no exame.

Quem faz cursinho ou está no 3º ano do ensino médio deve estudar diariamente as matérias ensinadas. “Aula dada é aula estudada, se o aluno vai para o cursinho de manhã, à tarde ele deve rever tudo o que aprendeu”, recomenda o coordenador de vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento.

Pelo menos quatro matérias diferentes devem ser vistas a cada dia. Segundo os professores, estudar apenas uma disciplina por muitas horas pode cansar o aluno. “Não adianta saber só uma matéria porque no vestibular vai cair tudo. Mesmo quem é muito bom em um assunto precisa saber também das outras disciplinas”, diz a coordenadora de geografia do Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes.

Lazer
No ano de vestibular, apesar de dedicar grande parte do tempo aos estudos, o candidato não pode deixar o lazer de lado. Fazer outras atividades, namorar e sair com os amigos no fim de semana ajudam a aliviar a tensão. “Se a pessoa não tem lazer, chega no final do ano esgotado. O equilíbrio emocional é importante no vestibular”, diz Nascimento.

Fonte: www.globo.com